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O carcinoma espinocelular da cabeça e pescoço é o sexto tumor mais frequente no mundo e é um tumor com mau prognóstico. As metástases ganglionares são o factor de prognóstico mais importante. Os estádios precoces são tratados com cirurgia e radioterapia porém dois terços destes tumores são localmente avançados no momento do diagnóstico. Nestes casos, a terapêutica multidisciplinar está indicada.

O tratamento padrão nos tumores localmente avançados é a cirurgia que inclui reconstrução e radioterapia pós-operatória. Nos casos com doença ganglionar extra capsular e/ou ressecções R1 a radioquimioterapia com cisplatina está indicada. No entanto, nos tumores ressecáveis em que se antecipa problemas funcionais a quimioradioterapia concomitante primária tem o seu papel. Outro aspecto importante inclui a possibilidade de realizar quimioterapia de indução o que reduz o risco de metástases à distância e oferece oportunidade de avaliar a quimio-sensibilidade do tumor seleccionando doentes que possam ser candidatos à preservação de órgão.

Estes doentes tem com frequência problemas de adição e nutricionais, morbilidade e problemas funcionais decorrentes do tratamento não são raros pelo que necessitam da acção concertada de vários especialistas para que os resultados oncológicos, funcionais e estéticos sejam optimizados.

Assim o IPO-Porto e a Unidade de Reabilitação de doentes com patologia da Cabeça e Pescoço da UFP (URCP) juntam-se neste encontro para abordar os aspectos relevantes no tratamento e apoio dos doentes com carcinoma da Cabeça e Pescoço Localmente Avançado.
Local: Auditório do Instituto Português de Oncologia - Porto (Morada: Rua Dr. António Bernardino de Almeida | 4200-072 PORTO)